sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Festa da Freguesia do Colmeal

segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

Bodo em Honra do Mártir São Sebastião 2009 (Aldeia Velha)





Realizou-se no passado dia 18 de Janeiro a distribuição do Bodo em Honra de São Sebastião.

Este ano, Aldeia Velha ficou encarregue da organização e distribuição do mesmo, cumprindo assim a promessa feita há muitos anos.








Para o próximo ano, esta tarefa pertence à povoação do Carvalhal.

Apesar de tardio.... vale o tempo que se perde a ver!!!!

sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

Aldeia Velha na RTP

sexta-feira, 26 de Dezembro de 2008

IMPORTANTE



Em Novembro de 1928 foi fundada a primeira agremiação de carácter regionalista no concelho de Góis, chamada “Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira” (freguesia de Alvares). Com este feito, comemoram-se este ano, os 80 anos de regionalismo no nosso concelho.
O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, para que este aniversário não passe despercebido, decidiu contactar todas as freguesias do concelho de Góis de forma a mostrarem as suas mais intimas e humildes riquezas culturais.



Esta nota é dirigida a todos os goienses, mais precisamente a todos os quantos são do Colmeal ou que estejam ligados a este lugar. No próximo dia 31 de Janeiro de 2009, na Casa do Concelho de Góis em Lisboa, espera-se a presença de todos os colmealenses na “Festa da Freguesia do Colmeal”.
É de extrema importância a presença de todos os que são da freguesia do Colmeal neste evento para que a nossa freguesia se mostre em força e num espírito que tanto nos caracteriza - a união, a amizade e o regionalismo -.



A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, como colectividade mais antiga da freguesia, convidou todas as outras agremiações da freguesia para que em conjunto se faça desta festa um sucesso que ficará certamente gravado na memória de todos.

Existe já um programa que vai incluir desde intervenções regionalistas, amostras artesanais e gastronómicas até algumas surpresas bem conhecidas da Freguesia do Colmeal que estão lentamente a ressurgir.
Aguardem, pois dentro em breve chegará à vossa caixa do correio um convite com o respectivo programa.


Estamos muito optimistas e acreditamos no empenho e disponibilidade de todos para encher os dois autocarros que a Junta de Freguesia do Colmeal já disponibilizou gratuitamente para todos quantos queiram participar e/ou presenciar este importante acontecimento que a todos diz respeito.


quarta-feira, 24 de Dezembro de 2008

BOAS FESTAS

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A aldeia mais alta e mais linda de


PORTUGAL

domingo, 14 de Dezembro de 2008

Festa da Freguesia de Alvares


Casa do Concelho de Góis
- Conselho regional -


Festa da Freguesia de Alvares em Lisboa

No passado dia 15 de Novembro, conforme fora anunciado, a Casa do Concelho de Góis abriu as suas portas para que fosse realizada a Festa da Freguesia de Alvares, no âmbito da comemoração do 80º Aniversário do Regionalismo Goiense.
Este evento que contou com o apoio da Junta de Freguesia de Alvares, teve como organizadores, o Conselho Regional e a Direcção da Casa do Concelho de Góis e a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira. Esta colectividade, no passado dia 1 de Novembro, comemorou os 80 anos de actividade ao serviço do regionalismo, sendo a mais antiga do concelho de Góis.


Poucos minutos antes, um autocarro, cheio de alvarenses carregados de boa disposição, estacionou na Rua de Santa Marta, dando assim um “cheirinho” ao que se iria seguir durante o resto do dia.

A ver tantas pessoas vindas da freguesia, comprovou-se que tinha sido atingido o fim para o qual este evento se tinha realizado: trazer o povo de Alvares, suas tradições, costumes, sons e sabores à Casa mãe de todos os goienses.
Ao entrar na Casa, podiam-se ver algumas fotografias expostas de tempos antigos maioritariamente relacionadas com a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira. Estavam afixados alguns números de “O Sinhel”, algumas salvas e medalhas de ocasiões especiais da vida desta colectividade mas também peças comuns do dia-a-dia como aventais e bordados, que assim tornavam pequenos os espaços que normalmente estão vazios.

Na mesa de honra, presidiu à sessão de abertura o Sr. Dr. Luís Filipe Martins, presidente do Concelho Regional da Casa do Concelho de Góis ladeado por José António Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis; Dr. Victor Duarte, presidente da junta de Freguesia de Alvares; Joaquim Martins, presidente da Assembleia de Freguesia de Alvares; João Baeta, presidente da Assembleia Geral da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira; Maria Helena Moniz, vereadora e representante da Câmara Municipal de Góis; Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira, secretária da ADIBER; José Dias Santos, presidente da direcção da Casa do Concelho de Góis, e Jaime Carmo, presidente da direcção da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira.

Saudando e agradecendo a presença dos elementos da mesa e de todos os presentes, o Dr. Luís Filipe Martins, manifestou o seu sincero contentamento ao ver a sala cheia mais uma vez. Curto nas suas palavras, apresentou em síntese as iniciativas que o Conselho Regional quer levar a efeito.


José Dias Santos, agradeceu a presença a todos, em especial aos elementos que compunham a mesa, transmitindo claramente alguma emoção pela grande afluência de pessoas à Casa que dirige.

No seguimento dos usuais discursos, o Dr. Victor Duarte usando da palavra, demonstrou a sua satisfação em estar na Casa do Concelho de Góis acrescentando que muitas coisas se passaram em 80 anos de batalhas em conjunto com outras agremiações tendo em comum, a mesma finalidade. Também revelou que comemorar os 80 anos de regionalismo goiense desta forma, é honrar a memória dos que deram inicio ao movimento regionalista, dando assim, um salto em frente. Como presidente da Junta de Freguesia de Alvares fez uma referência positiva aos Bombeiros de Alvares, à escola e à zona industrial. Também se mostrou preocupado pela degradação de alguns prédios urbanos da freguesia, apelando aos seus proprietários para este facto que descaracteriza toda a freguesia. Já perto do final da sua intervenção, informou os presentes que está a decorrer a ZIF do Sinhel e que será aberta uma farmácia em Alvares. Por fim endereçou palavras de incentivo à Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira.
Joaquim Martins, num discurso breve, falou na importância que existe em fazer algo que cative as pessoas devendo isso ser impulsionado também pelas colectividades.

João Baeta, recordou alguns nomes dos fundadores da Sociedade, tendo-se feito um minuto de silêncio em memória dos que já partiram. Recordou a alegria que há muitos anos invadia os regionalistas de Roda Cimeira sempre que era alcançada mais uma das etapas traçadas. Contrariamente ao que se tem dito, mostrou-se confiante que o regionalismo tem futuro e está garantido pela juventude que se mostra atenta e receptiva ao movimento. Terminou, falando já na comemoração do centenário da Sociedade.

Começando por saudar os elementos que compunham a mesa, a Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira num contexto de saudade mencionou que a Casa do Concelho de Góis lhe é familiar assim como muitas caras que bem conhece. Recordou José de Matos Cruz e Fernando Baeta. Realçou a importância do acontecimento, principalmente pelo convívio, dizendo que ao homenagear a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, homenageiam-se todas as outras agremiações. Após informar que a ADIBER irá liderar o programa comunitário PRODER no valor de 5.000.000,00€ e que será lucrativo para todos, terminou a sua intervenção dizendo que …”enquanto houver estrada, vamos todos caminhando…”

Jaime Carmo saudou todos os presentes e visivelmente sensibilizado manifestou o seu orgulho em representar a bandeira da colectividade que dirige, dizendo que todos estão de parabéns. Conta com uma equipa jovem na direcção e na delegação e não escondeu um sorriso quando disse ser o mais velho. Jaime Carmo que desde meados dos anos 80, cumpre já o seu 3º mandato. Não esquece Libano Simões de Oliveira, uma referência no regionalismo de Roda Cimeira e na sua vida. Um homem com quem aprendeu e continua a aprender muito, estando-lhe eternamente grato.


Maria Helena Moniz caracterizou o regionalismo como um movimento sociocultural. Felicitou a Casa do Concelho de Góis pelo trabalho desenvolvido ao longo dos seus muitos anos de actividade reconhecendo a dificuldade de ser regionalista.


José António Carvalho disse que era com grata satisfação a segunda vez no curto espaço de duas semanas que estava presente na Casa do Concelho de Góis no âmbito da comemoração do 80º Aniversário do Regionalismo Goiense.
Recordou a entrega recente da Medalha de Mérito à Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, que por sua vez representa também o mérito de todas as outras agremiações goienses. Reconheceu o peso das colectividades no desenvolvimento local, alertando para a importância cultural nos dias de hoje e a necessidade de recrutar jovens para o regionalismo.

Seguidamente, foi apresentado o “Hino de Roda Cimeira” que foi cantado por todos:


Ó Roda Cimeira
Tu és a mais linda
Tu és a primeira!
Que estás no distrito
Que estás no concelho
Que estás na ribeira!

Adeus ó lugar da Roda
No cimo tens um sobreiro
No meio tens uma rosa
Qu’alegra o lugar inteiro

Adeus ó lugar da Roda
Ó rua da laranjeira
À sobreira do cabeço
A casa da brincadeira

Adeus ó lugar da Roda
E também a linha recta
Adeus ó largo da eira
Onde para a camioneta

Se queres saber de onde eu sou
Eu sou da Roda Cimeira
Senhora da Conceição
É a nossa padroeira

Adeus ó costa da ponte
Carreirinho das formigas
Onde os rapazes se juntam
À espera das raparigas

Adeus ó lugar da Roda
Onde havia muito mel
Agora só temos trutas
Na ribeira do Sinhel

Adeus ó lugar da Roda
Lá ao fundo, ao cimo não
Ao centro tens a capela
No fundo tens o pisão

Adeus ó lugar da Roda
Ao longe pareces vila
Tens a ponte à entrada
E a piscina à saída

Seguindo o programa, assistiu-se a uma interessante entrevista sobre o Regionalismo aos senhores Libano Simões de Oliveira e João Baeta, com António Lopes Machado.
Libano Simões conta com 61 anos de Regionalismo e João Baeta com 50, mas apesar das suas idades, ainda tem a mesma vontade de ajudar. Ambos tem bem presentes na memória, as dificuldades que existiram nos anos em que era preciso batalhar pelos melhoramentos e recordam a disponibilidade com que o povo colaborava na angariação de fundos para a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira realizar as suas obras de beneficiação.
Recordaram algumas etapas da Sociedade, do movimento regionalista, do abastecimento de água, electricidade e até, ouviu-se a história engraçada de uma Assembleia-Geral onde houve um voto a mais que o número de presenças. Libano Simões de Oliveira, referiu o nome de Claudino de Almeida, outro homem de referência no regionalismo, tendo pedido uma salva de palmas em sua homenagem.

Seguiu-se a “Poesia de Alvares” com Adriano Pacheco. Para esta parte do programa, foi feita uma breve mas completa introdução e apresentação da vida literária de Adriano Pacheco pelo Sr. Eng.º João Coelho, que explicou os sentimentos que se tem ao escrever poesia ou prosa, e a importância da leitura para que sejamos sábios e conhecedores. Falou das várias obras do autor, citando alguns poemas e fazendo referência a António Aleixo.

Adriano Pacheco, que brindou toda a assistência recitando alguns dos seus trabalhos, deliciou-se com a leitura de alguns poemas seus por Marina Lopes; Filipa Victor e Ana Rita Barata.

O dia estava animado e tudo “corria sobre rodas” quando um grupo de concertinistas de Alvares subiu ao palco e encheu toda a Casa do Concelho de Góis com os sons que nos são familiares.

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Foi certamente um momento cheio de saudade e emoção para todos. Dos 4 tocadores presentes, destacou-se a presença de mais um. O Bruno. É um jovem de 16 anos que iniciou recentemente a sua aprendizagem para tocar concertina e que em apenas 9 aulas dadas, já acompanha os restantes membros deste grupo.
É seguramente o Bruno, que está encarregue a tarefa de dar continuidade aos tocadores do nosso concelho!

Depois, e da Roda Cimeira, actuaram os Srs. Mário e Jaime, tocadores já bem conhecidos da freguesia de Alvares, dando continuação à musica e antecedendo o “Concurso de Gastronomia”.
De uma grande variedade de iguarias regionais, onde se podiam apreciar desde as couves aferventadas até ao arroz doce, saiu vencedor (como não podia deixar de ser) a chanfana, feita no próprio dia em Roda Cimeira.

Seguiu-se um soberbo jantar oferecido a todos os que quiseram estar presentes nesta Festa da Freguesia de Alvares. Mais tarde, depois da camioneta da Câmara Municipal de Góis partir rumo à serra, a festa ainda se prolongou quase até à meia-noite, num grande ambiente regionalista com muita música regional.


A Casa do Concelho de Góis, o seu Conselho Regional, a Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, a Junta de Freguesia de Alvares e todos os Alvarenses, congratulam-se pelo sucesso desta festa.

No dia 31 de Janeiro de 2009, será a Festa da Freguesia do Colmeal. Esperemos que venham a Lisboa todos os colmealenses de forma a mostrarem-se na sua mais íntima e humilde cultura.

A todos, o nosso muito obrigado e até breve.


Henrique Miguel Mendes

domingo, 7 de Dezembro de 2008

Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais







Estamos já caminhando na recta final de mais 12 meses de trabalho. Não podemos entrar no ano novo sem dar uma palavra e fazer um breve balanço aos nossos associados e amigos, da actividade exercida em 2008 e da que esperamos realizar em 2009.

Assembleia-Geral






No princípio do mês de Maio realizou-se a Assembleia Geral da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais. Iniciaram-se os trabalhos como já é habitual, em 2ª convocatória. Foi lida a acta da sessão anterior que foi aprovada, seguindo-se a apresentação do relatório e das contas referentes aos exercícios de 2005, 2006 e 2007. Foi também lido o parecer do Conselho Fiscal, tendo tudo sido aprovado por unanimidade pelos 10 associados que estavam presentes. Foi eleita a única lista apresentada tendo esta, sofrido poucas alterações em relação à anterior. No balanço desta assembleia, a Direcção lamenta o facto de 95% da documentação e do tempo dispendido para a preparação do relatório e contas (fora os selos e outros matérias de escritório pagos pelos sócios) não tenha sido rentabilizado devido à fraca (nenhuma) adesão dos associados.

Representações

A nossa colectividade fez-se representar sempre que possível, em todos os convívios, aniversários e outros eventos das colectividades congéneres. Neste ponto, permitam-nos que destaquemos algumas iniciativas de maior relevo.
O Grupo de Amigos do Sobral Saião e Salgado levou a efeito uma justa homenagem a Carlos Conceição Jesus tendo a nossa colectividade presenciado este dia que ficará gravado na história do Regionalismo colmealense.




A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, como já é habitual consolidou o seu aniversário com uma visita cultural. Mais uma vez acompanhamos a colectividade mais velha da freguesia.
A freguesia de Vila Nova do Ceira e a de Alvares, no âmbito das comemorações do 80º Aniversário do Regionalismo Goiense, mostraram a sua cultura, sabores, sons e amizade em Lisboa. Foram dois dias de festa, um para cada freguesia, onde nós também estivemos presentes.

Assembleia de Freguesia do Colmeal

No âmbito da “Descentralização das Sessões de Assembleia de Freguesia do Colmeal”, a nossa Casa do Convívio foi palco de uma Assembleia de Freguesia. Nesta sessão verificou-se a adesão de muitos populares, tendo sido abordados assuntos de grande interesse para a nossa terra.

Festividades




Em Agosto realizaram-se os festejos em honra de Nossa Senhora do Livramento. Contámos com a visita de muitos amigos mas principalmente filhos e netos de Aldeia Velha. Oferecemos a tradicional sardinhada numa tarde de grande convívio Regionalista. Em Novembro, não deixamos passar despercebida a data do aniversário da nossa Liga. Foi mais uma vez com bastante agrado que em Aldeia Velha reunimos mais de uma centena de pessoas numa festa que se prolongou noite dentro. Ambos os eventos, deixaram um resultado positivo para a nossa colectividade.


Doentes

A saúde é imprevisível. Durante o ano de 2008, alguns associados e membros da direcção, tiveram de receber tratamento hospitalar. A todos, fazemos votos de rápidas melhoras deixando aqui um abraço especial para o nosso presidente da direcção. De lamentar também a perda de alguns amigos e associados.

Tarefas Agendadas



No início do próximo ano, mais precisamente no mês de Janeiro, teremos dois eventos importantes e que são comuns à freguesia.
No Domingo, dia 18 de Janeiro, será o Bodo em honra de São Sebastião e caberá a Aldeia Velha a distribuição do mesmo. Contamos com a presença de muitos aldeiavelhenses. Na véspera será feito um jantar para todos quantos se queiram juntar a nós, na Casa do Convívio. Para isso agradecemos desde já a confirmação de presenças junto de qualquer elemento directivo ou da delegação.




No Sábado, dia 31 de Janeiro, a freguesia do Colmeal estará representada em Lisboa, na Casa do Concelho de Góis, no âmbito das comemorações do 80º Aniversário do Regionalismo Goiense. A Junta de Freguesia do Colmeal já se comprometeu em contribuir com o transporte dos colmealenses até Lisboa. A Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais está empenhada e a trabalhar com todas as restantes colectividades da freguesia do Colmeal para que o sucesso desta festa seja garantido.

Para terminar

Para o próximo ano, está a ser estudada uma data para a Assembleia-Geral. Gostaríamos de contar com a sua presença.


Aproveitando a quadra festiva que se aproxima, a Direcção da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais, deseja a todos os seus associados e amigos um Santo e Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

Crónicas e Memórias 2008

Crónicas e Memórias

António Lopes Machado lançou recentemente o seu último trabalho, Crónicas e Memórias. Li um exemplar que me foi gentilmente oferecido pelo autor, com uma dedicatória cheia de amizade como já é habitual.

Após a apresentação deste trabalho na Casa da Comarca de Arganil, resolvi escrever algo sobre este feito.

Começo por dizer que tudo o que foi dito na sessão de apresentação, é verídico. António Lopes Machado, além de ser um exímio jornalista e viajante do mundo, é também um historiador.

Este livro composto por dois volumes, é inicialmente composto de histórias de uma infância retratada na 1ª pessoa e por textos reunidos das suas crónicas. Este livro pode dizer-se que é didáctico, uma vez que recua no tempo elucidando os mais novos e também os mais velhos dos tempos antigos na beira serra onde a falta de infra-estruturas e comunicações, dificultava a vida de muitos.

Em meados de Maio do ano de 1959 foi nomeado redactor de “A Comarca de Arganil” em Lisboa, em substituição do falecido Luís Ferreira. Vivendo em Lisboa, foi – segundo o próprio afirma – obrigado a acompanhar o Movimento Regionalista através de várias colectividades e suas iniciativas.

Aproxima a data em que comemorará os 50 anos de jornalismo, é digno de uma grande festa em sua homenagem a nível autárquico e regional. Graças a amizade que tem pelo regionalismo e pela comunidade serrana (deixando de lado o seu lado o facto de ser jornalista/cronista) muitos eventos regionalistas ocorridos, tiveram resultados mais marcantes com a presença, as palavras e o conhecimento de António Lopes Machado.

Arganilense que é, não esquece também os bons momentos do Regionalismo Goiense, falando de colectividades ligadas a Góis e deixando escritas palavras de incentivo.

Lopes Machado, já pisou os quatro cantos do mundo sempre interessado em saber mais e mais sobre a cultura de outros países. Também percorreu o nosso país afirmando sorridente, depois de contar um episódio engraçado, que também já esteve na Sortelha.

É com toda a certeza uma lenda viva no Regionalismo.

Um abraço e muitas felicidades, são os meus sinceros votos.



Henrique Miguel Mendes

sábado, 6 de Setembro de 2008

Nossa Senhora do Livramento

No passado dia 23 de Agosto, decorreram em Aldeia Velha (Colmeal) os festejos em honra de Nossa Senhora do Livramento.
Em virtude do incidente ocorrido no ano passado com a imagem do Sto. António, foi adquirida uma nova imagem deste Santo por alguns naturais da nossa aldeia.
Foi celebrada missa e procissão pelo pároco de Góis, Sr. Padre Carlos, acompanhada pela Banda da Associação Educativa e Recreativa de Góis.


Seguidamente foram anunciados os nomes dos mordomos para o próximo ano, sendo eles, os seguintes:

Capela: Manuel André de Almeida

Srª Livramento: Alice Almeida Duarte

Srª Fátima: Arminda de Jesus Bráz

Stº António: Cidália Almeida Alexandre

No final das cerimónias religiosas, foi realizado um leilão de ofertas para a capela, leilão este bastante concorrido e com um resultado animador.
Este ano, verificou-se a visita de muitos filhos da nossa aldeia que desta forma engrandeceram as festividades.

sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Rancho Serra do Ceira

Olá! Estive de férias mas como o que é bom acaba depressa, cá estou eu a trabalhar e a escrever-vos mais um bilhete-postal, sentado na habitual pedra fria, aqui nas Caveiras.
Este ano (como em todos os outros) passei alguns dias das minhas férias na aldeia mais alta e mais linda do concelho de Góis; Aldeia Velha.
Durante o tempo que andei por lá, além do tempo que estive a trabalhar, também tive a oportunidade de visitar alguns lugares escondidos e de passagem obrigatória neste emaranhado serrano.
Fui com “a pulga atrás da orelha” tentando conversar com algumas pessoas sobre um assunto que diz respeito a toda a freguesia do Colmeal; na esperança de poder encontrar a pessoa certa mas devido ao pouco tempo que estive em Aldeia Velha, não me foi possível fazer uma abordagem de modo a inteirar-me minimamente da situação uma vez que na “internet”, o assunto que hoje me trás por cá, ainda não carece de atenção.
Hoje em dia, fala-se muito na divulgação cultural das aldeias. Fala-se também, que o que era antigo começa novamente a estar na moda. Existem terras dentro e fora do concelho que mostram as suas origens, os seus costumes, enfim, todas as suas riquezas. São boas apostas quando realmente se tem algo a mostrar ao mundo! Todos nós como seres humanos apreciamos olhar para uma boa velharia ou ouvir contar uma história ou lenda antiga do tempo dos nossos avós.
Mas agora pergunto eu! Será que por terras do Colmeal não haverá mais nada de interesse cultural sem serem as histórias antigas, imagens de homens e mulheres exemplares e de reconhecimento nacional, movimentações regionalistas e alguma gastronomia?
Pois é meus amigos, falta aqui o Rancho Folclórico Serra do Ceira!



Neste verão tentei saber como e onde estava o rancho. Foi-me dito que existem alguns problemas judiciais por resolver, que o rancho está sediado no Colmeal e que é difícil recrutar membros devido á falta de rapaziada nova…
Quem me conhece, sabe que há já alguns anos me tenho preocupado com este assunto e gostaria de ajudar no que me for possível.
Desde 2002, sou espectador assíduo num festival de folclore no concelho de Loures, e sempre que lá estou, “rói-me” a alma saber que na minha terra podia até nem haver um festival mas o rancho podia lá existir!
Segundo li de fonte segura (internet), o Rancho Folclórico Serra do Ceira fez uma actuação no ano de 2000 no festival de Folclore de Ortiga (Mação). É a única referência que existe (no mundo virtual) a este rancho.
Não quero que me interpretem mal por estar a tocar neste assunto. Confesso que não sei “da missa metade” por isso não me alongo na conversa.
Tenho conhecimento que os instrumentos existem, os trajes também, algumas fotografias e outros objectos que formam um tesouro para os colmealenses.
Tenho esperança que os destinos do rancho caiam em boas mãos e pois há muitas pessoas que desejam o mesmo que eu. Espero que se tente encontrar uma solução rápida e positiva para que o reaparecimento do rancho do Colmeal aconteça.
Deixo aqui o meu apelo. Que estas palavras sirvam para chamar a atenção a um assunto que a todos diz respeito. Trata-se da nossa cultura!
A todos, muito obrigado, até breve…



Henrique Miguel Mendes

terça-feira, 3 de Junho de 2008

O Colmeal



No dia 18 de Fevereiro de 1960 era publicado o primeiro número de um boletim mensal da paróquia do Colmeal, baptizado com o nome da freguesia onde nasceu, a do Colmeal.

Na sua apresentação simples, de tamanho bastante prático, inferior a uma folha de papel A4, tinha como cabeçalho o seu título e ladeado à esquerda com um desenho de uma colmeia e 5 abelhas e à direita do dito título, envolvido de uma aura resplandecente de luz divina, um desenho da igreja do Colmeal com três fiéis a dirigirem-se para a porta.

O cabeçalho, que ao longo das edições variava em tonalidades diferentes, (por vezes em vermelho, laranja, azul, verde, castanho, etc.), foi, a partir do número 166 (Outubro de 1980) e até ao fim da sua vida, impresso totalmente a negro como que (penso eu) a adivinhar o aproximar da hora do adeus. Por baixo do referido cabeçalho, uma tabela composta de duas colunas onde, no primeiro número estava escrito o nome do responsável e na outra, o ano do jornal, o número de edição, o local, o dia, o mês e o ano. Isto até à edição número 29 de Julho de 1962, edição esta, que deixou de ter mencionado o dia.

No segundo número, a esta tabela, foi adicionada uma terceira disposta centralmente onde se podia ler o local onde era composta e feita a impressão.

Na edição número 21 de Novembro de 1962, viriam a ser mencionados na primeira coluna dois nomes. Primeiro, o do fundador e por baixo o do actual director visto a inevitável sucessão de párocos. Em Fevereiro de 1970, e até ao fim da sua vida, ficou assinalado no referido espaço, apenas o nome do responsável e a informação de que o boletim era da propriedade da Igreja do Colmeal.

Futuramente, já no ano de 1979 (na edição do mês de Março), foi acrescido um espaço no mesmo local mas numa segunda linha com o preço das assinaturas.

Nos primeiros anos de vida, “O COLMEAL” que anualmente custava a cada assinante 5$00, foi composto e impresso na Impressora Económica da Figueira da Foz. Em 1966 esse serviço ficou a cargo da Gráfica de Coimbra durante 13 anos, data em que começou a ser da responsabilidade da Tipografia da Comarca de Arganil.


Tudo começou no ano de 1960. Sua Exa. Rev.ª, o Senhor Arcebispo-Bispo de Coimbra (julgo ter sido Sr. D. Ernesto Sena de Oliveira) dignou-se autorizar a publicação do Boletim Paroquial, que abençoou e pediu que fosse sempre “em tudo, eco da Voz do Evangelho”.

O seu fundador e primeiro responsável, foi o Padre Fernando Rodrigues Ribeiro, Pároco da Freguesia do Colmeal e dos Cepos.

Na sua primeira edição, expressava a utilidade de tal jornal devido à existência de um significativo número de emigrantes nas cinco partes do mundo e principalmente na cidade de Lisboa, dizendo que seria afinal uma carta escrita para toda a família colmealense.

No seu vasto conteúdo, “O COLMEAL” teve durante muitos anos, além de toda a sua face virada para a religião, três secções que em meu entender, seriam as mais procuradas pelo olhar atento do leitor. Eram elas, A vida de O Colmeal, espaço reservado a comentários sobre os assinantes e da própria paróquia; o espaço Sempre Alegres que findou no número 126, de Agosto de 1974, tendo gracejado os seus leitores com anedotas e adivinhas, e a secção Marco do Correio que teve este nome até ao número 132 de Outubro e Dezembro de 1975, passando a chamar-se desde então de Correio do Leitor.

Este espaço era praticamente uma carta aos colmealenses espalhados pelo mundo dando notícias dos acontecimentos que iam surgindo nas suas terras.

Para não deixar esquecido nenhum dos responsáveis pelo boletim, vou mencionar os nomes e respectivas datas dos Párocos da freguesia do Colmeal que ao longo de 22 anos contribuíram para a divulgação das notícias aos colmealenses:

1960 - Padre Fernando Rodrigues Ribeiro

1961 - Padre António Antunes de Brito

1963 - Padre António Mendes Antunes

1963 - Padre Mário Marques Mendes

1965 - Padre António Diniz

1968 - Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar

1973 - Monsenhor António Duarte de Almeida

1973 - Padre Sertório Baptista Martins

1976 - Padre Manuel Pinto Caetano, este último que conduziu o boletim até à edição número 187 referente ao mês de Agosto de 1982, edição esta que seria a última, dando assim lugar à extinção de tão saboroso “correio”.

Como podemos verificar, “O COLMEAL” teve 22 anos de serviço muito importante. Não só para os colmealenses mas também para a comunidade serrana espalhada pelo mundo.

Não podemos esquecer a sua existência.

Espero com isto, poder reavivar a memória de muitos para as passagens interessantes que terão oportunidade de ler referentes a nascimentos, casamentos, obras, conflitos, fotos, etc.Se tal como eu, o amigo leitor tem como passatempo coleccionar jornais ou arquivar recortes, esteja atento às próximas postagens...


Colmealenses, por agora é tudo, até breve...

sábado, 31 de Maio de 2008

Sem assunto...

Começo como sempre, saudando o meu amigo leitor e pedindo desculpa por qualquer coisinha que eu possa dizer e que seja mal vista por terceiros. Hoje não vou escrever sobre qualquer tema em especial. Vou soltar a os dedos e escrever…
Começo por dois assuntos que alguma mágoa me traz. É que faleceu em Março o meu amigo Francisco Neves e agora, há quatro dias, José de Matos Cruz, não só meu amigo, mas amigo de todos. Permitam-me os familiares destes dois homens que escreva algo sobre eles.
Francisco Neves, 1º Secretário da Direcção da Casa do Concelho de Góis, abriu-me os braços quando ingressei nos corpos sociais da mesma. Vi nos seus olhos que se sentia feliz por entrar um membro mais jovem. Houve um dia à noite, numa das minhas visitas ao correio, em que ele me mostrou todos os cantos e recantos da Casa. Fiquei a saber que é bem maior do que eu pensava. Francisco Neves ensinou-me os caminhos da Casa e explicou-me muitos dos procedimentos da mesma. É pena que nos tenha deixado assim tão de repente…
José de Matos Cruz… Sempre imaginei tomar um café com ele e ouvir a sua sabedoria e as suas histórias (ele contava muitas). Devido à minha vida pessoal e profissional, nunca consegui fazê-lo embora num verão recente o tenha procurado em vão na Várzea. Sempre ouvi do Sr. Matos Cruz bons concelhos e incentivos. Ajudei-o na construção dos blogues e tinha permissão para escrever neles. Fechou os olhos e partiu para sempre numa altura feliz do seu cargo na Casa do Concelho de Góis. Ainda hoje, custa-me acreditar na notícia que recebi por telefone…
Mude-mos de assunto. Numa reunião Regionalista que assisti há pouco tempo, ficou no ar uma pergunta, mas já encontrei a resposta. Ao dizer que era necessário puxar para o regionalismo a camada mais jovem, um amigo dos Amieiros disse:
“- Temos de agir! O que é preciso para incentivar a juventude para estas andanças? Hoje em dia, nas nossas aldeias já há estradas, água, electricidade, etc. Devíamos virar-nos para a cultura…”
Pois é! A resposta é simples. Eu, como jovem que sou, pensei. Imaginei hipóteses e pensei no que poderia existir lá na minha terra, que me fizesse aparecer com mais frequência. Conclui que seria NADA! Infelizmente tenho de ser realista e admitir que mesmo sendo jovem e fazer de tudo para que as aldeias, suas tradições e costumes se mantenham vivas ou renasçam; tudo o que se fizer é um esforço desnecessário. A camada jovem só vai à aldeia quando é a festa e mesmo assim, alguns ficam em casa a ver a novela ou a jogar no computador. Se há baile, grande parte não sabe dançar, se o almoço é um prato típico da região, não gostam. Depois, é o namorado(a) não está lá para animar e depois são as pessoas lá da terra que preocupam-se de mais com a vida dos outros… Podemos apostar na cultura, mas… qual cultura? Os povos eram pobres, viviam da terra… No meu caso pessoal, já pedi às pessoas lá da aldeia que tivessem recortes de jornais, fotografias e histórias antigas, me facultassem para juntar tudo e poder fazer um evento cultural relembrando o passado. Até hoje, NADA! Está-se tudo marimbando para estas coisas. Já houve pessoas a dizer que isto do Regionalismo era coisa de boémios. A meu ver e mediante o meu sentimento pessoal, é tudo uma questão de (como se diz em bom português) pancada. A nova geração de seres humanos não está preparada para trabalhar por amor à camisola, para fazer bem aos outros, para conviver sem ser em bares ou discotecas e desculpam-se sempre com isto ou aquilo. Acham uma seca estas coisas, e porque? Não é por ficarem sem ir ao hi5 ou ao MSN. É porque lá, só há velhos e gente sem “cor”. Pudera! Se eles não aparecem, não pode haver outro tipo de ambiente. E ainda há outro motivo para a juventude estar por fora. É que… o jornal lá da terra que aparece em casa, normalmente é o pai ou a mãe que lê… no entender de alguns, acham aquilo que lá vem escrito, é conversa repetitiva e de chacha!
Vá lá pessoal. Bora lá aparecer…


No sábado foi a Assembleia-Geral da colectividade da minha terra.
A Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais.Neste tipo de sessões, os associados devem apreciar o trabalho desenvolvido pela Direcção, analisar as contas e saber o que se faz com o dinheiro que eles dão como donativo e para pagar as quotas, entrevir quando necessário, dar ideias e criticar, enfim, DEVEM APARECER, não? Foi uma vergonha! Das 10 pessoas que lá estiveram, uma era da Mesa, cinco da Direcção e outra do Conselho Fiscal, sendo miseravelmente de APENAS 3 o número de associados.
Caramba! Então a direcção que se fartou de trabalhar e estava tão ansiosa por apresentar os resultados disso, fica a falar praticamente para as paredes!?!?!? Nem os secretários da Mesa se dignaram aparecer! Afinal o que se passa? Será assim tão complicado tirar um dia num ano para ir a uma reunião e saber como vão as coisas lá na parvalheira? Eu sei o que é. É que assim podem dizer mal disto e daquilo porque não foram eles que contribuíram para a eleição da lista, blá blá blá. Têm certamente coisas mais interessantes e urgentes para fazer. Passear, ir ao cinema, ao teatro, brincar com os filhos, visitar familiares e amigos, etc. Tudo, coisas que não podiam ser feitas sem ser naquele preciso dia. Nesse dia, confesso que cheguei a casa DANADO e se pudesse pedia a anulação da reunião. É que se formos ver bem as coisas, tudo o que foi apresentado e proposto pela Direcção, foi aprovado em maioria. E quem era essa maioria? Nem vale a pena responder…
Também há aquela velha situação, que eu particularmente acho desnecessária e descabida. É que conheço casos em que um indivíduo que encabeçava uma lista e depois sai do seu cargo, normalmente desliga-se por completo da agremiação e por vezes até parece estar contrariado com tudo o que se passa em redor da mesma. Aqui perto das Caveiras onde vos escrevo, há uma terra onde se padece do mesmo. Quanto a isto, não encontro explicação. Pode ser que daqui a algum tempo lá encontre resposta e escreva mais umas palavrinhas.
Bem amigo, sentado nesta pedra fria das Caveiras, confesso desconhecer o efeito que estas palavras podem produzir nos meus fieis leitores e ilustres homens e mulheres por quem tenho grande admiração, consideração e respeito. Já não aguentava mais e tive de deitar tudo cá para fora.
Um abraço a todos e até breve…

José de Matos Cruz


As leis da vida são claras como a água… Não existem palavras para descrever a minha tristeza e mais sincera solidariedade para com a família do meu querido amigo José de Matos Cruz. Quis Deus que a hora da sua partida chegasse na manhã do dia 17 de Abril.
O meu amigo José de Matos Cruz que sempre me gracejou com as suas histórias, boa disposição e iniciativas, foi Presidente da Direcção da Casa do Concelho de Góis durante 19 anos durante os quais foi o grande impulsionador das obras de remodelação. Actualmente era sócio honorário e desempenhava as funções de Presidente do Conselho Regional.
Foi vereador na Câmara Municipal de Góis, redactor do quinzenário “O Varzeense” e Presidia actualmente a Direcção da Comissão de Lisboa de Propaganda de Melhoramentos em Vila Nova do Ceira.
Natural da Várzea Grande, (Vila Nova do Ceira) onde nasceu a 30 de Maio de 1926, Matos Cruz, com a sua partida deixou o regionalismo muito mais pobre.
Não posso deixar de prestar a minha homenagem e eterno agradecimento a este homem cheio de força e motivação que tudo fazia para ajudar quer o regionalismo, quer o próximo.


Descanse em paz amigo Matos Cruz!

Francisco Martins das Neves


As leis da vida são claras como a água… Não existem palavras para descrever a minha tristeza e mais sincera solidariedade para com a família de Francisco Martins das Neves. Quis Deus que a hora da sua partida chegasse no final da manhã do dia 4 de Março. O meu colega da Casa do Concelho de Góis e amigo Francisco que sempre me gracejou com a sua boa disposição e iniciativa, lutou durante nove penosos e dolorosos meses contra uma doença de patologia extremamente grave. Não sei que diga mais nesta altura de grande tristeza. Acompanhei-o até à sua última morada; a Ponte de Sotão, a terra que o viu nascer. Não posso deixar de prestar a minha homenagem e eterno agradecimento a este homem cheio de força e motivação que tudo fazia para ajudar quer o regionalismo, quer o próximo. Do pouco que infelizmente convivi com ele, aprendi bastante e ouvi bons conselhos.

Descanse em paz Francisco!!!!

80 Anos de Regionalismo





Olá a todos. Mais um ano começa, e este com um sabor especial para mim e para todos os regionalistas. Sentado na habitual pedra fria das caveiras não vislumbro nada, apenas recordo tempos que não vivi. É possível fazê-lo, basta ter sido picado pelo “bichinho” do regionalismo para de qualquer modo sentir a grandeza dos anos de ouro deste movimento.
Na minha terra, a direcção da colectividade a que pertenço, trabalha para melhorar as condições de todos os habitantes e conhece alguns problemas que carecem uma resolução a curto prazo. Mas não se baseia só nisso. Uma das batalhas que travou, (pelo presidente e por mim) nos jornais e em muitas abordagens directas, foi a luta contra o desaparecimento habitual de certas famílias, ou seja, apelou-se bastante para o regresso às suas origens de alguns “filhos” (e também netos) de Aldeia Velha à união.
Sabe-se que em existem sempre e em todo lado algumas “guerrinhas” entre irmãos, pais, filhos, primos, vizinhos, etc.
Não vale a pena! A terra é pequena e não há necessidade nenhuma de haver “picardias” entre este e aquele. Vi na minha aldeia (recentemente) pessoas e familiares que já nem me lembro de os ver lá, significa portanto que o trajecto está a ser percorrido e já se vêm as consequências.
Um bom ambiente dentro das aldeias e entre elas é uma mais-valia para que as festas e outros eventos organizados pelas comissões tenham o sucesso pretendido.
Pois bem. Comemoram-se em 2008 os 80 anos do regionalismo e não podemos deixar esta data passar sem lhe dar o respectivo relevo que tão bem merece. Temos que nos lembrar dos grandes feitos desde o nascimento do regionalismo pois todos somos beneficiários. Não tenho idade nem conhecimento para aqui poder mencionar todos os melhoramentos mas saltam à vista as obras que ainda hoje nos ajudam.
Temos estradas, telefone, luz, fontenários, arruamentos, minas, aceiros, pontes, casas de convívio, etc, etc, etc…
Todos os que são da freguesia do Colmeal ou que a ela estejam relacionados, sabem do que falo e certamente concordarão comigo que sempre existiu na “nossa” freguesia um elemento de peso. Octogenário que quando nasceu foi muito desejado, teve uma infância difícil e o seu “curriculum” extenso e repleto de boas acções. Na sua juventude, muitos o abraçaram e agora… Está velho e caiu no esquecimento de muitos sendo por vezes motivo de “chacota”.
O Sr. Regionalismo precisa que cuidem dele aperfeiçoando-o aos dias de hoje. Para isso precisa de gente nova, com ideias e também vontade de aprender. No meu entender (uma vez que hoje em dia já não há aldeias isoladas, sem electricidade) as colectividades devem “investir” na cultura e na união.
Em algumas aldeias da freguesia do Colmeal existem agremiações regionalistas que muito fizeram pelas suas terras. Já privei com os presidentes de direcção de algumas no intuito de juntá-las todas e fazer um “mega-encontro” regionalista.
A Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais está pronta tomar uma atitude para esse encontro, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal já tentou aproximar todas as colectividades da freguesia mas não obteve grande resposta. O Grupo dos Amigos do Sobral Saião e Salgado já afirmou que apoia e participa num encontro deste carácter, temos a União e Progresso do Carvalhal que gostava de participar também. Estou certo que as outras colectividades da freguesia (e do restante concelho de Góis) também responderão ao meu apelo. A Câmara Municipal de Góis e todas as juntas de freguesia, não irão querer deixar passar esta data despercebida e cabe-lhes apoiar e presenciar um evento destes.
A direcção da Casa do Concelho de Góis também já se pronunciou sobre esse assunto e está receptiva e apoiante.
Penso que podemos começar o ano em grande, festejando o 80º Aniversário de um acontecimento que a TODOS NOS DIZ RESPEITO…
Para já é tudo. Despeço-me com um abraço e até breve…

C. M. Lisboa


Ora mais uma vez por cá ando eu, sentado na habitual pedra, vigiando das caveiras e saudando os meus amigos leitores.
Infelizmente só hoje foi possível escrever mais qualquer coisinha mas a vida nem sempre dispõe de tempo para tudo o que é preciso, a saúde já esteve melhor e há outras coisas que são prioritárias. Também nem sempre tenho a inspiração que é necessária…
Pois bem! Hoje, aqui do alto, vislumbro uma terra longínqua que se chama Lisboa. Por ser a terra onde nasci (embora não seja onde goste mais de viver) e uma vez que democraticamente é-me dada a oportunidade de me exprimir e falar do que me apetecer, vou tocar em alguns assuntos polémicos da capital portuguesa.
Para começar, uma estrada muito utilizada por lá: a 2ª circular. A conclusão do Eixo N/S de facto libertou bastante tráfego da via em causa mas outro ponto negativo mantém-se. Não sou corredor de pista nem tenho por hábito exceder os limites impostos por lei mas acho vergonhoso o facto do limite de velocidade na estrada a que me refiro, ser de 80Km/h. E além disso, ter sido sujeita à instalação de radares. A 2ª circular não tem travessia de peões em toda a sua extensão. Se começarmos por uma das suas extremidades podemos verificar que esta via é a continuação da A1, tem acessos ao IC17, ao IC13/Ponte Vasco da Gama, Eixo N/S, Av. Lusíada e IC19. Para quem (como eu há muitos anos) a utiliza diariamente partilha da opinião que os radares só vieram atrapalhar o fluxo de tráfego.
Segundo a Câmara Municipal de Lisboa, este investimento serve para combater a sinistralidade rodoviária naquela (e outras) via (s) e por sua vez, arrecadar para os cofres municipais os valores das coimas, que por sua vez contribuirão para custear dívidas da câmara (quiçá, todas as de valor inferior a 10.000€ que segundo António Costa, já foram pagas). Muito bem, aplaudo este meio de receita.
Já agora, também temos a EMEL que deposita diariamente na câmara “sacos cheios de notas”… EMEL, uma empresa que como se sabe tem funcionários que zelam pelo estacionamento nas ruas da capital, passeiam em grupos de 8 ou 10 como se fossem namorados, não perdoam 2 minutos após excedido o tempo pago, são arrogantes e tem a mania que são policias, multam os carros de deficientes por terem estacionado os carros a menos de x metros de uma passadeira (isto por não terem lugar no estacionamento a eles reservado por estar lá o Mercedes de um doutor qualquer), blá, blá, blá… Mas deixemo-nos de dinheiros…
Tenho reparado que na 2ª circular, os acidentes não deixaram de acontecer. Normalmente acontecem ou nas zonas de aceleração, desaceleração, e por mais engraçado que seja também perto dos radares. É que eles não estão lá para nada sem ser para apanhar um condutor mais incauto que em vez de estar atento ao trânsito, tem que ter cuidado para não exceder os 80Km/h obrigando-o a consultar intensivamente o velocímetro… outra situação é a mais comum, anda-se à velocidade que se quer e ao chegar à zona do radar trava-se para depois se poder acelerar à vontade…
Dito isto, na 2ª circular só se anda à velocidade limite exactamente onde os radares estão instalados, deixando aos carros da polícia e fora dessas zonas autuar o condutor mais apressado. Para terminar esta história dos radares, deixo aqui mais uma palavra de descontentamento mas desta vez aos demais condutores. Não entendo porquê mas quando circulo numa via onde a velocidade máxima permitida é de 50Km/h, alguns condutores reduzem a velocidade para 30Km/h e onde é permitido andar a 80Km/h vê-se carros a circular a 40/50Km/h…
Já para não falar de quem atropela mortalmente quem atravessa comodamente uma rua, na passadeira e com sinalização para o fazer. Isto é caso para dizer em bom português “há gajos que não deviam ter a carta”… Sempre se falou na falta de civismo e cordialidade entre os condutores portugueses e seria de louvar fazer testes psicotécnicos aos instruendos e a todos aqueles que renovam as suas licenças de condução.
Não quero dizer com isto que sou o maior (também tenho os meus deslizes) e que todos devem aprender comigo, servem apenas estas palavras para mostrar a minha indignação.

Para terminar, gostava de agradecer ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa o excelente e tranquilo passeio que me proporcionou (e a outros) pelas ruas da cidade. No domingo, fui à margem sul e vim para Lisboa de barco. Demorei 01:25H para ir de Belém à rua do Ouro. Como o trânsito foi cortado aos domingos na Praça do Comércio para que as pessoas pudessem andar à vontade, os automóveis podem ao domingo visitar a Praça do Município, circular em faixas BUS, em ruas de trânsito proibido, etc. Segundo me disseram, os populares que ali passeiam são muito poucos!
Vamos aguardar pelos dias de frio, vento e chuva. Aí sim, veremos a Praça do Comércio a abarrotar de gente e menos carros a poluir a bela fachada da Câmara Municipal de Lisboa.

Bem amigos; aqui das caveiras para já é tudo. Um abraço e até breve…



Henrique Miguel Mendes

Nossa Senhora do Livramento

Ocorreram em Aldeia Velha os festejos em honra de Nossa senhora do Livramento, com a colaboração dos Mordomos, Mordomas e das entidades habituais.

Na manhã de sábado, dia 25 de Agosto, toda a aldeia foi brindada com uma arruada feita pela banda da Associação Filarmónica Barrilense, seguindo-se um magnífico concerto. De tarde e acompanhada pela banda, foi celebrada a missa em honra da nossa padroeira pelo Padre Rodolfo vindo propositadamente de Penacova.
Com palavras certas e muito compreensíveis foi celebrada a Santa Eucaristia perante uma assistência atenta e receptiva, e seguidamente a procissão.
De lamentar o incidente num andor que originou a queda do Santo António.



Terminando as celebrações religiosas, foram anunciados os mordomos para o ano de 2007/2008 que seguidamente serão mencionados:

Capela: Manuel Duarte de Almeida

Nossa Senhora do Livramento: Alice Almeida Duarte

Santo António: Arminda de Jesus Bráz

Nossa Senhora de Fátima: Cidália da Luz Alexandre

Seguindo-se um leilão bastante participado e com resultados satisfatórios, foi anunciado posteriormente que iria ser adquirido um novo Santo António, cujas despesas com a aquisição serão suportadas por três “filhos da terra”.

A todos um grande bem-haja e até uma próxima oportunidade.


Rota do Carteiro


Ora cá está o vigia das caveiras, escrevendo mais umas simples palavras para o meu amigo leitor.
Começando por saudar todos quantos me lêem, o assunto que hoje me traz por cá é mais uma vez a União Progressiva da Freguesia do Colmeal em mais uma das suas boas iniciativas que dão seguimento a um excelente trabalho de toda a direcção.
Direcção esta que é constantemente aplaudida pelos seus eventos que glorificam e promovem o Colmeal e todo o belo concelho de Góis.
Sentado comodamente nas caveiras, escrevo, aqui em Aldeia Velha logo após a saída de um grupo de aproximadamente 50 caminhantes que percorreram o caminho da rota do carteiro.
Já poucos se lembram do trajecto que o carteiro fazia a pé, caminhando por estes vales e serras, trazendo na sua mala notícias boas e más aos habitantes destas aldeias, dos seus entes queridos que partiram rumo à capital portuguesa ou com destino a terras estrangeiras na esperança de dias melhores.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, no decorrer das comemorações dos 75 anos de actividade em 2006, levou a efeito uma caminhada por caminhos esquecidos da freguesia.
Este ano, mais precisamente poucas horas antes de estas palavras serem escritas, a mesma colectividade passou na minha terra trazendo atrás de si um grupo de caminhantes vindos de algumas aldeias da freguesia e outros de fora do concelho, repetindo assim o evento do ano passado.
A rota do carteiro, conforme ouvi comentar por alguns dos participantes deste evento, é um caminho difícil de fazer.
Hoje, por exemplo, que a temperatura até era agradável, abrandava, mesmo assim o ritmo que era necessário para alcançar todas as aldeias da freguesia. Note-se que os participantes, não transportavam qualquer tipo de adorno ou saco como o carteiro que em anos já passados, era obrigado a fazer este caminho com um saco cheio de cartas e outro tipo de encomendas para entregar aos destinatários.
Ponderando sobre o que atrás referi, ao lermos estas palavras, devemos ter a noção de que o carteiro palmilhava estes caminhos e socalcos serranos em dias de calor, frio, vento, sol, chuva e neve. Mesmo assim, o seu árduo trabalho tinha de ser feito custasse o que custasse. Podemos afirmar que o carteiro era um herói devido à sua coragem, determinação e o afinco com que trabalhava.
Se tentarmos entrar no pensamento de um carteiro, daqueles que faziam o percurso a pé, certamente chegamos à conclusão de que esse homem era uma pessoa estimada pelo povo e que, o que fazia, fazia-o também por “amor à camisola”.
Eu com os meus jovens 20 e 12 anos tenho bem presente na memória, o carteiro chegar à minha terra de motorizada e tocar a corneta, junto ao marco do correio que ainda hoje existe junto à “cruz da rua”.
Hoje em dia, como é do conhecimento geral, a correspondência é transportada de automóvel, chegando mais rapidamente aos seus destinatários e em melhores condições.
Voltando ao início da conversa, os caminhantes da “rota do carteiro” que saíram há pouco de Aldeia Velha (terra mais linda e mais alta da freguesia do Colmeal), levaram certamente um boa imagem de como o povo serrano é acolhedor e hospitaleiro.
Foi servido a todos os participantes, um repasto reforçado para garantir o aconchego da barriga no seguimento do longo trajecto que ainda teriam de efectuar
.


Aldeia Velha, como sempre, faz questão de colaborar com todas iniciativas levadas a efeito em prol do conhecimento, memórias, promoção, cultura e turismo das nossas terras.
Aldeia Velha, como sempre será um ponto de referência da freguesia do Colmeal e do concelho de Góis.
Aldeia Velha vive, revive e contribui para fazer reviver o passado recordando tempos, costumes e hábitos que já não voltam mais.
Das caveiras, com um sorriso estampado no rosto, retribuo os agradecimentos que ouvi de todos aqueles que se sentiram acolhidos por nós. A todos os que neste sábado percorreram caminhos antigos e sentiram a dificuldade que existe em caminhar pelos caminhos deste paraíso serrano, eu, o vigia, sentado nas caveiras e ao vê-los partir pela estrada fora, desejo não só que voltem a esta terra mas que sejam eles próprios um motor propulsor de recordações no seguimento de uma longa propaganda regional contra o tão mal falado flagelo do esquecimento do interior.
Por agora é tudo, a todos um abraço e até breve…



Henrique Miguel Mendes

terça-feira, 13 de Maio de 2008

Internet

Segundo as regras da boa etiqueta, começo por saudar o amigo leitor.
Como algumas pessoas me têm dito, gostam de ler o que por cá vou escrevendo sempre que posso e dizem também, que até faço bem em dizer coisas da nossa zona mesmo que se limitem a pensamentos banais de um jovem que sou ou mesmo, sei lá, a histórias do passado. Embora também haja outras gentes que digam mal do que faço... Não sei que maldade estarei a fazer ou se alguma coisa de prejudicante poderá acontecer motivado pelo que faço.
Enfim, não consigo deixar de mandar a minha típica piadinha directamente embrulhada e com um laçarote bem farfalhudo para, a quem ela servir!
Ora bem! Hoje, das caveiras, venho-vos falar de um assunto que já há algum tempo, gostaria de escrever sobre ele. As novas tecnologias.
Como é do conhecimento geral, um computador ligado à internet, é uma janela aberta para o mundo e também uma porta aberta para quem nos quer visitar. Um computador, mesmo que somente para uma utilização básica, permite aceder a vários programas facilitando assim o trabalho de quem o usa simplificando diversas tarefas que até há relativamente pouco tempo, eram feitas á mão.
Enquanto vou vigiando das caveiras, num contexto informático que espero ser compreendido por todos, gostaria de deixar umas palavras ao departamento técnico de informática (se é assim que posso chamar) da Câmara Municipal de Góis ou até mais... Se o nosso amigo e Presidente do município ler estas palavras, estou certo que concordará com o que aqui direi.
Quem tem acesso à internet e é Goiense de gema (ou de casca como eu), certamente visita o “site” camarário (
www.cm-gois.pt) com alguma regularidade para ver como anda a coisa lá pelas nossas origens e procura ler ou ver qualquer coisinha sobre a sua terra também. Actualizado há bem pouco tempo, o “site” da câmara está com um óptimo aspecto. Cara lavada e muito mais prático de ”navegar” através dele. Mas. . . Claro, há sempre um mas! Como ia dizendo, falta qualquer coisa que o antigo tinha.

Quem conheceu o antigo “site”, nele via varias fotos facultadas por quem luta pela promoção do concelho e suas terras. Viam-se imagens de aldeias do concelho, lugares de lazer, imagens antigas, fotografias de festas e romarias, etc, etc, etc. Pois bem! Se a actualização do “site foi para melhorar, sou da opinião que o que lá estava a servir de postal turístico, nunca devia ter sido retirado.
Mais estranho ainda. Antes da dita actualização, enviei um e-mail para o “site” com meia dúzia de fotografias da aldeia que das caveiras avisto (a bela ALDEIA VELHA) e deram-me como resposta ao envio de tais fotos, que iriam ser publicadas no novo “site” que iria ser apresentado dentro em breve. Ora agora pergunto a quem me está a ler e tem acesso à internet: Vê lá alguma foto de qualquer tipo de aldeia como na versão anterior? Pois eu não vi! Acho que tudo o que lá vem é bom de se ver mas para além da foto de um rebanho de cabras que está lá, penso que outras imagens poderiam ser publicadas e certamente teriam tão boa aceitação de quem “navega pelo “site” como têm os referidos animais para abate! Só espero não estar enganado e não ter reparado bem em TODAS as áreas do “site”, que visitei!
Outra coisa que também deve ser chamada a atenção, é o facto de não haver um “link” para o “site” da Junta de Freguesia do Colmeal, (http://
freguesiacolmeal.home.sapo.pt) “site” esse que fala da história da freguesia e vejam lá, que até tem fotografias das aldeias da freguesia e fala sobre cada aldeia.
Estranho esta situação de não haver o dito “link” e aplaudo a J.F. do Colmeal pela sua página...
Acho que o executivo camarário deve ser o primeiro a abrir as portas do concelho e mostrar ao mundo mais qualquer coisa do que tem...
Já agora e para encerrar este moderno assunto, gostaria de sugerir à Câmara Municipal de Góis que criasse no vosso “site”, uma página para todas as aldeias do concelho e o respectivo “link”.
Um contacto nesse sentido com as inúmeras colectividades regionalistas existentes no concelho, seria muito bem visto e agradável. Penso não estar a falar ao desbarato...
Ainda agora mesmo, visitei o “site” para me certificar daquilo que digo.
Bem, por agora é tudo. Na esperança de melhorias em todos os sentidos para a(s) nossa(s) terra(s), me despeço com um abraço deste vosso amigo que quer ver o concelho de Góis engrandecido...

Até breve...



Henrique Miguel Mendes

Desabafo

Antes do assunto que hoje me traz por cá, gostaria de começar por agradecer as palavras de incentivo que me foram dirigidas já por diversas vezes e por variadas pessoas por quem tenho grande consideração e admiração. Tenho perfeita consciência de que não tenho dotes de escritor e que, quando peço aos digníssimos jornais da região para serem publicadas algumas palavras minhas, faço-o por carolice e para exprimir publicamente o que sinto e o que espero para o futuro.
Gostava de informar algumas pessoas que criticam as palavras que escrevo, que, nunca pedi/pedirei nada para mim, nem nunca falo/falei nada que pudesse afectar toda a comunidade serrana e a união entre o povo! Digo isto desta forma, e permita-me o amigo leitor que desabafe um pouco.
Há relativamente pouco tempo, foi publicado nos jornais da região, um texto com o mesmo título que este. Nele fiz referências à minha infância e não escondi a saudade desses tempos de petiz. Tudo o que referi, foram excertos de momentos passados na terra dos meus avós, portanto, minha terra também. Sim, considero-me um aldeiavelhense.
Quem me conhece, sabe que um dos pontos onde mais me debato em conjunto com outras pessoas, é o da falta união e convívio entre todos os naturais de gema (e naturais de “casca” como eu) nas suas terras.
Sou a favor, ou melhor, sou o porta-estandarte, de tudo o que se realize a favor do reencontro, do convívio e da união entre populares. Como pode haver pessoas que associem estas actividades (almoços, excursões, exposições, feiras, festas, etc.) como se de um encontro de boémios e oportunistas se tratasse? Gostava de aqui deixar bem explícito que estes eventos são a forma de manter vivas as AMIZADES e dizer que a terra que nos é comum, VIVE!
Voltando atrás, estava eu dizendo que há pessoas que criticam o que transmito para o papel. Não sei se me querem atingir directamente ou se estão a mandar as tão conhecidas “bocas para o ar”.
Uma vez, num artigo de minha autoria que foi publicado, referi que nunca abandonei as minhas origens por amor àquela terra. Ou talvez, agora, por ser secretário da direcção da colectividade da minha aldeia ou por ser sócio de outra...idem... Ora, para quem isso não soou bem, ou para que se saiba, acrescento orgulhosamente mais qualquer coisinha: fiz-me sócio da casa concelhia e espero fazer-me sócio de mais duas ou três colectividades, não querendo aqui mencionar os inúmeros jornais regionais que recebo. Tudo isto porque quero ajudar e porque gosto de o fazer. Mais adianto ainda. Se há pessoas que dizem que não vou a lado nenhum com esta conversa, outras há que me apoiam. Julgo estar a fazer o melhor que sei, criando amigos e conhecendo mais de perto outras paragens. Não faço mais, porque infelizmente não posso fazê-lo.
Não querendo ser cansativo, fico-me por aqui relativamente a este assunto das críticas. Se filho de peixe, sabe nadar, estou a tentar. Quero aprender!
Para finalizar, gostaria de dar publicamente os meus mais sinceros parabéns à União Progressiva da Freguesia do Colmeal pelo seu 75º aniversário e agradecer o excelente almoço que proporcionou às 221 pessoas. Para mim, foi uma honra estar presente num dia emocionante onde se sentiu a força do regionalismo. Ficará gravado na memória...
São estas coisas que levamos na hora do adeus...
Obrigado e até breve.


Henrique Miguel Mendes

União Progressiva da Freguesia do Colmeal

Ora cá estou eu novamente a escrever para o amigo leitor que me conhece e que gosta de me ler. Desta vez não vos vou maçar com lembranças do meu passado não muito distante, mas sim de um passado bem presente, ou seja, de há dias mas embora a informação a passar seja dentro do contexto que conhecem.
Como sabem, sou filho e neto da aldeia linda e mais alta da freguesia do Colmeal e, uma vez que estou nesse tão belo lugar, em pleno gozo das minhas merecidas férias, lembrei-me de repente e a horas impróprias para estar acordado, de escrever algo sobre o pick-nick organizado pela União Progressiva da Freguesia do Colmeal no âmbito das tradicionais festas de verão e também da comemoração do 75º aniversário da colectividade.
Antes de mais, permita-me o meu amigo António Domingos Santos e toda a sua equipa, que eu escreva algo sobre este evento não querendo eu tirar-vos a oportunidade de o noticiarem.


É que eu sou de ideias fixas e penso que para falar bem de algo, todos são bem-vindos.
No dia 14 de Agosto, fui ao Colmeal para conviver com os meus conterrâneos, amigos e familiares na tradicional sardinhada (este ano também com porco no espeto). Tinha em mente não me demorar muito mas depressa fui obrigado a ficar, não porque me pedissem mas pelo espírito que senti logo ao pisar o chão das Seladas.


Bem, lá estava eu na fila para tirar uma febra e logo me convidaram a sentar junto de uma família onde agradavelmente conversámos, comemos e bebemos num ambiente extremamente humilde e hospitaleiro.


Findo o petisco, provei um pouco de tigelada que estava soberbamente confeccionada. Conversa dali, conversa daqui, mais um copo e outro dedo de conversa, o dia foi passado ao ar livre, num ambiente acolhedor e bastante simpático.
Diverti-me a jogar tiro ao alvo e até ajudei os mais inexperientes a atirar os chumbinhos contra um alvo preso a uma árvore que teimava em não estar sossegado devido ao pouco mas agradável vento que se fazia sentir.


Seguidamente a colectividade fez a entrega de troféus e diplomas aos participantes das provas desportivas e muito me agradou o facto de a iniciativa ter sido bem participada por todas as faixas etárias.
Foi bom ver que no Colmeal, o desporto está presente.
Mas não se ficou por aqui.


Realizou-se um leilão que foi bastante participado e de seguida até se jogou ao bingo! Não sei se estão a imaginar o “Casino das Seladas” com casa cheia de apostadores...
Mais não posso adiantar ao que se seguiu mas as cerca de 6 horas que lá estive, valeram por um dia inteiro. Para o ano, espero lá regressar e trazer comigo na memória mais umas boas horas de convívio e brincadeira que se transformam em elixir da juventude.


Aos que não apareceram, permitam-me que vos diga uma coisa, perderam muito!
Também deixo um comentário a quem a carapuça servir: Se dizem que as festas de aldeia são pimba, foleiras e também que são iguais de ano para ano, eu, que vejo estas épocas como que um reforçar da união entre o povo e suas famílias, designo as mesmas como aproveitamento do tempo perdido durante o ano para rever amigos e sentirmos a terra que a todos nos é comum.



Um forte abraço a todos que são do Colmeal e até uma próxima...





Henrique Miguel Mendes

Recordar...



Ao longo dos tempos e com o corre-corre do dia-a-dia, muitos de nós, pessoas comuns, esquecemo-nos daquilo de que em tempos gostámos e que em outras alturas mais tenras das nossas vidas dissemos não querer perder. Falo-vos de jovens seres humanos da minha idade, com o mesmo “stress” profissional, familiar, e sem cabeça para se lembrarem da muita “água que já não move moinhos”…


Divagando nos meus pensamentos e memórias e, fazendo uma análise do que já foi inúmeras vezes analisado, penso que esta é a minha vez de escrever para publicamente também eu, comentar o que já por outros grandes homens e mulheres, relativamente a outras coisas do género, foi comentado e será.
Como estava dizendo; divaguei por algumas horas, ou talvez durante uns dias ou semanas, se não meses e quem sabe se até mesmo, há já alguns anos, sobre a “malta” da minha idade, a terra dos meus avós, os amigos de infância com quem brincava lá na aldeia, e nestes pensamentos, juntei uma pitada de nostalgia das festas e romarias, colectividades regionalistas qb e depois enfiei tudo dentro de um imaginário misturador de lembranças, fiz um batido e de tão saboroso que ficou, faço questão de o partilhar convosco em palavras simples.
Lá na minha terra, como costumo chamar, lembro-me desde sempre de uma obra feita pela colectividade lá da aldeia que era, e é, a casa do convívio. As primeiras recordações que tenho dela são que era cor-de-rosa e na periferia dela, um muro baixinho ladeava um género de jardim sem flores, cheio de ervas secas e que servia de estendal para a roupa dos habitantes e para a dos cabritos que se iam matando durante o ano. O chão em volta da mesma, era em terra batida, havia (e ainda há) um pinhal onde ainda hoje existe uma torneira, antigamente num género de chafariz, e ficava no alto de um montinho de terra.
Nesse chafariz, mais propriamente, sentado nele, uma vez, era eu muito garoto ainda, um primo meu já com uns largos anos de idade e muito divertido, decidiu fazer para os miúdos que por lá andavam a reinar, uns apitos que produziam um som mais digno de uma corneta, apitos estes a que ele chamava de gaitas. Usava o coto de uma cana de foguete e com a navalhita que trazia sempre no bolso, cortava daqui, desbastava dali e depois de fazer o teste ao “instrumento” lá nos entregava com um grande sorriso o seu produto artesanal… Lá andávamos nós todos pomposos a tocar a gaita com um som tão estridente que as nossas mães até se riam!
No mesmo montinho onde estava o chafariz, por vezes também havia provas desportivas entre os rapazes mais aventureiros. Eu e os meus camaradas de brincadeira (alguns deles lisboetas, outros residentes) tínhamos por habito descer o dito monte sentados num qualquer cartão que encontrássemos esquecido num “quelho” qualquer, rompendo assim as roupas, sujando-nos todos de terra, do verde da erva e por vezes lá ficavam umas mossas nas canelas e umas queimadelas no rabiosque feitas por uma pedra que no meio de tal escorregadela não se desviava do caminho…
Nesse pinhal, lembro-me de uma vez eu e um primo afastado, termos plantado dois pinheiros que nunca vieram a nascer. Ainda me lembro do projecto que era simples e de fácil execução: escava-mos uns dois centímetros na terra com as caricas dos sumos que tínhamos acabado de beber e nos buracos, cada um meteu um pinhão vindo do bolso de um de nós. Tapámos o buraquito e regámos cada um a sua árvore com duas mãos de água em concha. Para que no futuro, soubéssemos qual era o meu e o dele, por cima da terra regada deixámos à superfície as caricas de cada um para que não houvesse discussão possível em futuras heranças…
Da parte de trás da casa do convívio, havia um espaço entre o edifício e o barroco onde estavam situadas as casas de banho. Nelas, cheguei a tomar banhos de água gelada… Lembro-me que começava por molhar a ponta dos pés e das mãos, borrifava o cabelo, o sabonete e então depois esfregava-me com o género de uma pasta de terra e espuma; tudo isto só para não me meter debaixo daquela assustadora e arrepiante corrente de gelo molhado… Com o banho tomado e quando chegava a casa, a minha mãe lá me dava um banho numa bacia com o precioso líquido quentinho. Enfim, sujávamo-nos tanto que a minha mãe até mostrava ás primas ou amigas que passassem à porta a sujidade da água… Uma vez ouvi-a dizer não sei a quem:
-“…vê lá tu que a água de lhe ter lavado a cabeça era só terra, não sei os que estes miúdos fazem nem onde andam para ficar assim…”
Dentro da casa cor-de-rosa, havia (e ainda há) muita alegria e recordo-me com bastante saudade das pessoas que a frequentavam, conversando, cantando, bailando ou simplesmente bebendo o seu copito ou os seu copões… Lembro-me tão bem como se estivesse lá… Lembro-me de em tempos em que eu já era um rapazote, nos bailes que por lá haviam, eu a dançar com a minha prima, por vezes quase que nos esbarrávamos nos pilares que existiam ao meio da sala…
Quando era hora das escondidas, ai era bem melhor porque jogávamos rapazes e raparigas. Chegámos ao ponto de sermos mais de 20 a escondermo-nos. O local da contagem, era sempre o canto entre a porta da capela e a da sacristia e o pobre desgraçado que ficasse a contar, por vezes cansava-se das malandrices de alguns que se iam esconder muito longe ou então iam para casa e ai era a altura de se ouvir na aldeia toda o famoso “!!! Arrebenta a bolha!!!”. Alguns escondiam-se dentro dos tanques do lavadouro que fica atrás da capela e um cúmplice, que ficava de fora, fazia sinal pelas janelitas ao escondido quando fossem quase surpreendê-lo. Ai, quem estivesse dentro do tanque e após o sinal do “sócio”, pulava do tanque e pregava um valente susto ao outro…
Ainda nos lavadouros, houve alturas em que tínhamos o hábito de nos empoleirar nas portas e andar para trás e para a frente vezes sem conta… Ainda hoje, sempre que por lá passo e vejo as marcas das portas na parede, não consigo deixar de sorrir ao saber que aquelas marcas são as nossas assinaturas de quando éramos moços!
Ao escrever tudo isto, não escondo que uma enorme avalanche de lembranças me inunda a cabeça tornando-se muito complicado descrevê-las á velocidade que o meu cérebro as recebe. Muita tinta ainda haveria para gastar se quisesse contar mais peripécias desses tempos de petiz vividos na melhor idade da minha vida…
Foram felizes, todos os momentos da minha infância que passei na minha terra, sempre a brincar e com muitos amigos com quem ainda hoje convivo mas sem andar em cima das portas do lavadouro…
Falando agora de coisas não tão agradáveis quanto gostaria de falar:
Todos esses meninos e meninas que em tempos se divertiam nessa bela aldeia da encosta da Serra das Caveiras, hoje são homens e mulheres, alguns casados e com filhos e isso não os difere de mim pois estou em igualdade de circunstância e também esse facto, não deixa em branco um passado comum a todos. A amizade, o convívio e o gosto em pisar esse chão que tanto prazer nos deu. Talvez por questões familiares, eu nunca tenha deixado de visita tal beleza serrana mas se não me fosse possível visitá-la com a assiduidade que desejaria, uma coisa vos garanto: Não deixaria de procurar ter notícias ou contactar essas jovens velhas amizades de outros tempos mas isto, como se diz em bom português, vai da pessoa.
È certo que há uns anos atrás, essa rapaziada que comigo escorregava o montinho do chafariz da casa do povo e brincava às escondidas na sombra do adro da capela tinha na aldeia os seus avós ou pais, logo, tinham onde dormir e comer. Hoje, devido à imparável lei da vida, esses avós ou pais, já faleceram ficando assim as casas ao abandono pois alguns dos filhos ou netos, não voltaram mais. Essa rapaziada nova da altura e que ainda o é hoje, por comodismo ou talvez por outras razões, não vão “à terra”. Uns dizem que fica longe, outros dizem que já não sabem o caminho, outros não têm onde ficar, outros há até que dizem que não conhecem lá ninguém…


Concordo que alguns desses motivos até sejam verdadeiros mas pensem bem: Penso que até nem fica muito dispendioso e/ou cansativo fazer uma visita nem que seja um dia, uma vez por ano à terra que os viu sorrir, crescer e brincar! Reparem que com uma nota das da nova moeda se faz o trajecto e além disso, metade dos dedos de uma mão chegam para contar as horas que se perde na viagem! Pensem nisto. Torna-se necessário reavivar a memória dos jovens na casa dos 30 anos para que não percam o contacto com as suas origens. O desinteresse pelas nossas aldeias nem que seja apenas no verão, tem de ser combatido e melhor forma de o fazer é abordar as pessoas em questão e perguntar-lhes o que se passou! Torna-se imperativo dizer-lhes por exemplo, que a fonte que lhes matava a sede com aquela água fresca e cristalina ainda está no mesmo local, que as serras que desapareciam na imensidão do horizonte ainda estão lá e que o nascer e por do sol, visto com os pés assentes nas nossas origens não deixou de ser um extraordinário relaxante!
Serei apenas eu que considero magnífico o s
om da água a correr na ribeira, o vento a fazer dançar os pinheiros e aquele cheirinho da lenha que vem dos fornos a cozer a broa ou das chaminés fumegantes no inverno?

Como sou membro de uma colectividade regionalista, sócio de outra e, esses factos também me aproximam mais das minhas origens e se querem que vos diga sinceramente, sinto-me muito bem em fazer tudo o que está ao meu alcance para que “a coisa funcione”.
Em tempos recentes, ao dizer a um indivíduo meu conhecido que tinha sido eleito para ingressar na direcção da colectividade da minha terra e o quanto me sentia bastante orgulhoso nisso, ouvi um comentário de nada simpático, a dizer que nestas coisas de regionalismo e comissões de melhoramentos, só andam os gajos das paródias, os que procuram protagonismo, os bêbedos. Como todos sabem nada disto é verdade. Para estar numa colectividade e ser seu timoneiro e parte da equipa que o acompanha, basta apenas ser empreendedor e lutar pela causa, pela união e pela terra em questão! Tem que se ter uma agradável tara…
Apenas quero aqui deixar no meio de tantas e diferentes emoções talvez ditas de forma não mais correcta ou de maneira confusa, o meu apelo a todos sem excepção.
Novos, semi-novos, maduros e semi-maduros; passem a palavra, vão aparecendo nas vossas aldeias e não fujam nem se afastem das colectividades. Peço isto pois não me agrada nada a ideia de visitar a minha terra e pensar que sou o único a lá ir porque a amo.




Henrique Miguel Mendes